laylla

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ao tempo o tempo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

de que matéria

Ela olhou em volta acendeu um cigarro
E como de habito feriu o lábio com os dentes
Alias, pensava: “estava pra ficar sem lábio de tanto que fazia isso”.
Mas era como se ela comesse as palavras que nunca vinham á boca
De resto ela disfarçava com o batom vermelho igual ao sangue
Mas o que esperavam dela afinal?De que matéria achavam que ela era feita
Do negro ônix que repelia o mal?
Ela choraria sim se tivesse que chorar
Sofreria como todo ser pode sofrer pelo amor final
Sentiria sua saudade emergida no copo de vinho, do melhor.
Chega de ser barata. fácil,exaustivamente fácil
Isso sem falar naquela palavra ridícula: “compreensiva”
De repente os anos pensavam, confirmando o que o espelho
Ah muito já lhe avisava
Já não bastava ser inteligente, festiva, ”interessante” então é uma
Palavra de duplo sentido.
Tinha consciência de suas próprias culpas
De sua inocência perdida
De sua busca inútil pelo fim do arco- íris
Mas não venham me dizer o que fazer !!!Ela quase havia gritado
Sorriu para o garçom que trazia o amargo vinho gelado...

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