laylla

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ao tempo o tempo

quinta-feira, 12 de junho de 2008

a bruxa


Ela era tão convicente em sua performa-se de boa senhora

Um sorriso calmo suave ,como de Monalisa,para um bom observador

poderia parecer cruel.

seu tom de voz parecia saido daquelas mensagens que se envia pelo telefone,

uma entonação complascente,como se ja soubesse sempre o que dizer.

nunca a vi nervosa ou em xeque,havia sempre aquele sorriso,complascente como quem diz que bobagem...

Não intimidava, ao contrario parecia fragil,só se denunciava pelos olhos,

de um negro profano.

seus movimentos eram melimetricamente estudados,como se sempre estivesse

em frente a um espelho invisivel,como se seu reflexo estivesse nos outros.

ainda assim era mórbidamente atraente"vem! - disse a serpente- te mostrarei o conhecimento!

estavam sempre em volta dela,odiando-a por sua sinceridade

tão necesseria.

rezando para que ela se fosse, como um sonho que não nos deixa dormir mais

amando-a por mostrar a fraca existencia de quem se acha verdadeiro.

rasgou minha vergonha



Ele abriu minha entranhas
sua fome era maior que a minha,
parecia um naufrago,segurando-se em minhas carnes
opulentas.
Enfiou-se fundo em minha alma ,rasgando minha vergonha
De repente eu ouvi gritos desesperados e lascivos


Que por um momento me assutaram,mas eram meus
ai descobri que alguem tapava a minha boca com força.

vislumbrei a morte como irmã
Tudo parecia interminalvel,
seu halito ,sua lingua em minha garganta,
O suor escorrendo em meus seios,
sua saliva em meus ouvidos


Eu parecia tão profuda,
Mas ele ia cada vez mais fundo abrindo caminho
em meu despudor .

Ai veio a dor,
como se meu ser se recusasse a acreditar
aquela locura nascia
em minha entranhas,
eu arfei como se minha vida dependesse daquele ar
Vi seus olhos supresos pelo meu prazer,
ouvir seu urro louco na sua pressa
senti sua ultima estocada em minha inocencia
E seus extertor sobre meu corpo ja inerte
O liquido molhou o que restava de mim,
o sono veio como
uma volta a minha humanidade...