laylla

laylla
ao tempo o tempo

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A tempo





Ai você percebe que o que doía, não dói mais
Vai percebendo que não precisa de uma pessoa
Para ser feliz, mas de muitas.
O tempo passou e você percebeu que tudo,
Não passou de um engano.
Percebe também, que não era tanto amor assim
E que definitivamente ele não era o cara.
Você volta a olhar em volta e ver o mundo
De novo, como se esse hiato
Nunca houvesse acontecido.
Um dia você escova os dentes e nem lembra
Da outra escova.
Percebe que agora não fica tanto tempo no computador.
Que não bisbilhota a o face,
Que já pode sorrir sem chorar.
Ai você também percebe que ainda tem tempo de sobra
Pra viver sua vida, cuidar das suas coisas e seguir em frente
E isso te da uma paz que a muito
Tempo você não sentia
Como se o relógio voltasse a andar e você
fosse  junto com o tempo...
Você aprende a gostar de você

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

áe preciso que me perdoes...




É preciso que me perdoes.
Pelo que julguei sentir
Quando me apaixonei por ti
É preciso que me perdoes
Por tudo em que acreditei
Pelas verdades que te contei
Pelos sonhos que te sonhei
Por tudo que fiz por ti
É preciso que me perdoes
Por acreditar que amar demais
Fosse o suficiente
É preciso que me perdoes
Pela dor que nos causei
Por não ter te visto
Como realmente eras.
É preciso que me perdoes
Por ter me mostrado tanto
Por confiar no teu sorriso
É por sonhar contigo.
É preciso que me perdoes
Por eu estar assim tão à toa
Tão cínica, tão descrente
É preciso que me perdoes
Por não poder te perdoar
Por me permiti sentir
Tanta dor ,por descobrir
Que não se morre de amor
É preciso que perdoes
Por que não posso te esquecer
Mas que esqueço meu nome
Quando penso em você
É preciso que me perdoes
Pelo dor que te causei
Desde o primeiro instante em que
Te amei

Em busca da luz



Em busca da luz.

conheço muito bem aquilo
que não se vê na luz
para isso não existe
limite, bom senso
reflexo.
num deslize,
tudo se perde
e torna-se matéria inútil,
miséria, uma ilusão
semente estéril.
neste lugar, não existe
vida ou morte
nada pode ser provado.
A consciência se perde
Num infinito eterno.
Agora nada esta acontecendo.
Por descuido, perco-me em formas
Inexatas
E me torno apenas um amontoado de órgãos
jogados ao leo.
mãos, pés, orelhas, câncer,
boca, buceta,
uma droga de cada vez.
tenho uma besta que me
distrai da minha verdadeira realidade,
chafurda em minha existência
e goza na minha cara ,
mas não tenho mais medo de nada
já sei tatear na escuridão daquilo
que não se vê