laylla

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ao tempo o tempo

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pedaços

Pedaços

Te arranquei de mim
Aos pedaços
te anotei nos meus fracassos
... Rindo pra enganar a dor...
Nem fiz muito estardalhaço
Quando te vi em outros braços,
Espalhando o meu amor...
Se hoje meu coração se corta
E pra você isso não importa
Esta porta não abro mais...
Se ficas feliz e contente
De dizer pra toda gente
Que eu já fiquei pra trás
Não reconheço o presente,
Se me torno tão ausente
Nesta historia infeliz
Se me iludo mais um pouco
E me faço indiferente
Quando pareces feliz...
Mas a noite chega logo
E me torno um estorvo
Quando ensaias partir.
A madrugada agoniza
Quando a cama vazia
Em vão espera por ti...
Mas pedaço por pedaço
Vou esquecendo teus laços
E passo a não mais sentir dor
Invento novo compasso
E das tuas marcas me desfaço
E vou esquecer de ti meu amor...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

MEU BOLERO

Hoje ouvi um bolero
daqueles antigos
onde alguem deve estar
em um balcão de bar
pensando na porra da vida
e desafiando a hora de ir embora
um bolerão,desses que a gente tem ate
vontade de dançar,se soubesse
lembra fumaça de cigarro,perfume barato
maquiagem carregada,em olhos gastos
um bolero daqueles que mentem
sobre um grande amor,daqueles
vindos do "utero",cheirando a balada triste
madrugado sebenta,onde alguem
ta se arrebentando pra não sair só
É...eu ouvi um bolero hoje
e ele estava cantando a minha vida
como eu sempre ouvi...

BOM GOSTO



Sempre tive bom gosto
tenho olhos analiticos
uma alma criativa
gosto de tudo o que eu gosto
e no que vejo uma promessa....
sempre quis, por ter bom gosto
tudo o que eu quero (e não devo),
Querer nem sempre é poder
não pode ser, não pode,se conforma!
so tenho bom gosto,nunca o paladar
sinto o céu,vejo a Lua mas tenho medo do Sol
o céu e o Sol, e a lua,se completam.
poemas que eu escrevo,as vezes não dizem nada ,
soluços de alma ferida
não escrevo mais ,talvez por não saber,mais o que dizer,
devo só escutar palavras que não me atrevo,a repetir
de quem mal conheço (e não me esqueço).

O VAZIO


O vazio já existe ,
Um vazio e uma pergunta no ar ,
que talvez por este afastamento inexplicável,
Leva os segundos, minutos, horas e dias...
e continua o silêncio.
Pensamentos invadem a mente
Vão e voltam,num medo latente
Minhas emoções se congelam aos poucos,
Mas ainda procuram lampejos de esperança
procuram descobrir o por quê?
uma causa que possa explicar
Essa ausência sem motivos.
E dessa triste e longa espera,
Que parece que não acaba,
Fico em meu silencio risonho
E por trás do meu sorriso uma questão me sacode,
Mas isto tem que acabar?
O silêncio demonstra
Que a resposta existe,
E só falta aceitar
Que o fim de um tempo chegou.
Sem palavras.
É só o fim.
O fim

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Memórias

Já dei boas risadas
Já contemplei boas madrugadas
já andei de mãos dadas
Já tive sonhos com alguém
E estava dormindo com ele.
meus olhos já tiveram brilho
Já estive em vários lugares do mundo
E vi o quanto o mundo pode ser
pequeno.
Já presenciei o amor do Sol
que não ia embora
Por causa da Lua
e conformado a via só de longe
Já senti ciúmes idiotas
Já me despedi de alguém
Sem sofrer, escondendo no coração,
sem dor.
Vi o amor varias vezes
já escrevi poemas pra ele
Fiz poemas até da dor...
Já tive bons amigos
uma família por perto
Já tive conquistas e satisfação
Já fui a praia me exibir,
mesmo sem gostar de praia.
já magoei alguém
mas foi de saudade, coitado!
enfim já fiz minha historia.
Sempre confiei em Deus
bem pertinho de mim.
Por ele já recomecei
E se houveram passos que eu
não a devia ter dado, azia!
Eu dei assim mesmo!
Com toda certeza
Foi o meu impulsionar na vida
para que eu pudesse saltar

e alcançar o ar!

A Faca


A faca que corta
O sopro que cura
O amor que não dura
Não posso mais
A porta que fecha
...A dor não é festa
No coração a flecha,
se esvai
O olho não presta
Só serve pra fresta
Não vai
A manhã que não chega
A alma que grita,
Me trai
No corpo a mentira
A arma que atira
Ele cai
Levanta pra o mundo
Pobre vagabundo
Buraco profundo
E sai...

meu principe

O príncipe encantado,
Não veio apeado
Chegou de carro
E trajava uniforme.
Não estava a rigor,
...mas isso não tirava, dele,
O esplendor.
Sem dureza no olhar,
Depois de me observar,
E foi uma grande
Surpresa ele me notar.
Nasceu a atração,
veio o desejo e
Pensei na paixão,
mas também veio.
O medo e a incerteza,
da entrega, o medo da.
Ilusão, mas o amor não...
como veio partiu
E deixou encantado
O meu coração,
Sem promessa de voltar
sem se entregar.
Um dia sem esperar,
quem sabe ele volte
E num lento trotar,
ele se aproxime.
Mas... Não... Sei que não vem
não para ficar...